Cada palmeira da estrada Tem uma moça recostada Uma é minha namorada E essa estrada vai dar no mar
Cada palma enluarada Tem que estar quieta, parada Qualquer canção, quase nada Vai fazer o sol levantar Vai fazer o dia nascer
Namorando a madrugada Eu e minha namorada Vamos andando na estrada Que vai dar no avarandado do amanhecer Que vai dar no avarandado do amanhecer No avarandado do amanhecer No avarandado do amanhecer
『宇宙飛行士(アストロナウタ)』というタイトルで、Samba da Pergunta(質問のサンバ)というのは別名なのかサブタイトルなのでしょうか。気の利いた曲だと思います。
Ela agora mora só no pensamento Ou então no firmamento Em tudo que no céu viaja
Pode ser um astronauta Ou ainda um passarinho Ou virou um pé de vento Pipa de papel de seda Ou quem sabe um balãozinho Ou está num asteróide Pode ser a estrela d’alva Que daqui se olha Pode estar morando em Marte Nunca mais se soube dela
O Rio de Janeiro continua lindo O Rio de Janeiro continua sendo O Rio de Janeiro, fevereiro e março Alô, alô, Realengo – aquele abraço! Alô, torcida do Flamengo – aquele abraço! Chacrinha continua balançando a pança E buzinando a moça e comandando a massa E continua dando as ordens no terreiro Alô, alô, seu Chacrinha – velho guerreiro Alô, alô, Terezinha, Rio de Janeiro Alô, alô, seu Chacrinha – velho palhaço Alô, alô, Terezinha – aquele abraço! Alô, moça da favela – aquele abraço! Todo mundo da Portela – aquele abraço! Todo mês de fevereiro – aquele passo! Alô, Banda de Ipanema – aquele abraço! Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço A Bahia já me deu régua e compasso Quem sabe de mim sou eu – aquele abraço! Pra você que me esqueceu – aquele abraço! Alô, Rio de Janeiro – aquele abraço! Todo o povo brasileiro – aquele abraço!
Nas noites claras de luar は「夏の夜はいつでも」としましたが、本当は「那須与一」ときこえて仕方がありません。
Brasil, meu Brasil brasileiro Meu mulato inzoneiro Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá Bamboleio, que faz gingar O Brasil do meu amor Terra de Nosso Senhor Brasil! Brasil! Pra mim! Pra mim!
Ô, abre a cortina do passado Tira a mãe preta do cerrado Bota o rei congo no congado Brasil! Brasil!
Deixa cantar de novo o trovador À merencória luz da lua Toda canção do seu amor Quero ver essa Dona caminhando Pelos salões, arrastando O seu vestido rendado Brasil! Brasil! Prá mim! Prá mim!
Brasil, terra boa e gostosa Da morena sestrosa De olhar indiscreto
O Brasil, samba que dá Para o mundo admirar O Brasil do meu amor Terra de Nosso Senhor Brasil! Brasil! Prá mim! Prá mim!
Esse coqueiro que dá coco Onde eu amarro a minha rede Nas noites claras de luar Ô! Estas fontes murmurantes Onde eu mato a minha sede E onde a lua vem brincar
Ô! Esse Brasil lindo e trigueiro É o meu Brasil brasileiro Terra de samba e pandeiro Brasil! Brasil!
Amor a primeira vista Amor de primeira mão É ele que chega cantando, sorrindo Pedindo entrada no coração
O nosso amor já tem patente Em marca registrada, é amor que a gente sente Eu gravo até em disco todo esse meu carinho Todo mundo vai saber o que é amar certinho
Esse tal de amor não foi inventado Foi negócio bem bolado direitinho pra nós dois, foi ou não foi? Esse tal de amor não foi inventado
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol, É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol É peroba do campo, é o nó da madeira, Caingá, candeia, é o Matita Pereira É madeira de vento, tombo da ribanceira, É o mistério profundo, é o queira ou não queira É o vento ventando, é o fim da ladeira, É a viga, é o vão, festa da cumeeira É a chuva chovendo, é conversa ribeira, Das águas de março, é o fim da canseira É o pé, é o chão, é a marcha estradeira, Passarinho na mão, pedra de atiradeira É uma ave no céu, é uma ave no chão, É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão É o fundo do poço, é o fim do caminho, No rosto o desgosto, é um pouco sozinho É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando, É uma conta, é um conto É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando, É a luz da manha, é o tijolo chegando É a lenha, é o dia, é o fim da picada, É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada É o projeto da casa, é o corpo na cama, É o carro enguiçado, é a lama, é a lama É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, É um resto de mato, na luz da manha São as águas de março fechando o verao, É a promessa de vida no teu coraçao
Não posso mais, ai que saudade do Brasil Ai que vontade que eu tenho de voltar Adeus América, essa terra é muito boa Mas não posso ficar porque O samba mandou me chamar O samba mandou me chamar Eu digo adeus ao boogie woogie, ao woogie boogie E ao swing também Chega de rocks, fox-trotes e pinotes Que isso não me convém Eu voltar pra cuíca, bater na barrica Tocar tamborim Chega de lights e all rights, good nights e faufaits Isso não dá mais pra mim Eu quero um samba feito só pra mim
Acontece que eu sou Baiano Acontece que ela não é Mas… tem um requebrado pro lado Minha Nossa Senhora Meu Senhor São José Tem um requebrado pro lado Minha Nossa Senhora E ninguém sabe o que é
Há tanta mulher no mundo Só não casa quem não quer Porque é que eu vim de longe Pra gostar dessa mulher ?
Essa que tem um requebrado pro lado Minha Nossa Senhora Meu Senhor São José Essa que tem um requebrado pro lado Minha Nossa Senhora E ninguém sabe o que é !
Já plantei na minha porta Um pézinho de guiné Já chamei um pai-de-santo Pra benzê essa mulher !
Esquece nosso amor vê se esquece Porque tudo no mundo acontece E acontece que já não sei mais amar Vai chorar vai sofrer E você não merece Mas isso acontece Acontece que meu coração ficou frio E nosso ninho de amor está vazio Se eu ainda pudesse fingir que te amo Ai se eu pudesse Mas não quero, não devo fazê-lo Isso não acontece
A primeira vez que eu te encontrei Alimentei a ilusão de ser feliz Eu era triste, sorri Peguei no pinho e cantei Tantos versos eu fiz Em meu peito guardei Um dia você partiu Meu pinho emudeceu E a minha voz na garganta morreu Procuro esquecer a dor, não sou capaz Meu violão não toca mais Eu vivo triste a meditar Não canto mais Meu consolo é chorar
Tire o seu sorriso do caminho Que eu quero passar com a minha dor Hoje pra você eu sou espinho Espinho não machuca a flor Eu só errei quando juntei minh’alma à sua O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa A minha dor e os meus olhos rasos d’água Eu na sua vida já fui uma flor Hoje sou espinho em seu amor
A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece A grande ilusão do carnaval A gente trabalha o ano inteiro Por um momento do sonho Pra fazer a fantasia de rei, ou pirata Ou jardineira E tudo se acabar na quarta-feira
A felicidade é como gota de orvalho Numa pétala de flor Brilha tranqüila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor
A minha felicidade está brilhando Nos olhos da minha namorada É como esta noite Passando, passando Em busca da madrugada Falem baixo por favor Pra que ela acorde alegre como o dia Oferecendo beijos do amor Tristeza nao tem fim